Transparência e diálogo na saúde são destacados em debate sobre integridade.

O diretor executivo da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI), Davi Uemoto, participou como debatedor do lançamento da pesquisa “Integridade no Setor da Saúde: Identificação de Riscos”, promovido pelo Instituto Ética Saúde em parceria com a Universidade Mackenzie.

O estudo, que chega à sua terceira fase, apresenta um diagnóstico abrangente dos riscos de integridade ao longo da cadeia de valor da saúde no Brasil. Entre os principais achados, a pesquisa aponta que 82% dos agentes do setor consideram a regulação atual insuficiente ou inadequada, mesmo diante de avanços recentes. O levantamento também identifica desafios relevantes, como conflitos de interesse, falta de isonomia regulatória, ausência de regras claras de contratualização, retenção de faturamento e lacunas regulatórias relacionadas ao uso da inteligência artificial.

Durante o debate, Davi Uemoto destacou a importância da transparência como elemento central para o fortalecimento do sistema de saúde. Segundo ele, a pesquisa evidencia que a falta de transparência nas relações entre os diferentes agentes do setor ainda representa um dos principais fatores de risco para a integridade. “O fortalecimento do sistema passa pelo diálogo entre todos os elos da cadeia de valor. Precisamos avançar também na cooperação institucional, sempre com o foco final no paciente”, afirmou.

O diretor executivo ressaltou ainda que a assimetria de informação entre os diversos participantes do setor é uma realidade estrutural, na qual alguns agentes concentram mais dados e conhecimento do que outros, cenário que torna o paciente o elo mais vulnerável do sistema. Nesse contexto, Davi Uemoto defendeu a construção de um ambiente mais equilibrado e resiliente, capaz de reduzir fragilidades e ampliar a confiança nas relações institucionais. “Organizar o sistema de saúde com maior transparência significa torná-lo mais resiliente e menos suscetível a distorções, protegendo principalmente o cidadão que depende do funcionamento adequado de toda a cadeia”, destacou.

A pesquisa reuniu representantes de diferentes segmentos, como fabricantes, distribuidores, operadoras de planos de saúde, associações setoriais e organizações sem fins lucrativos, permitindo uma visão plural sobre os riscos de integridade e os caminhos possíveis para o aprimoramento da governança no setor. A participação da ABRAIDI no debate reforça o compromisso da entidade com a promoção de boas práticas, ética e sustentabilidade nas relações que envolvem o mercado de dispositivos médicos e o sistema de saúde brasileiro.

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