A Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde realizou o segundo encontro do “Liderança em Ação”, em 27 de março, no Rio de Janeiro. O primeiro foi em São Paulo, em 20 de fevereiro.
O encontro foi na sede da empresa associada, Porto Surgical, e marcou a mobilização em prol do associativismo e a importância do engajamento e da colaboração para o fortalecimento do setor de dispositivos médicos.
O presidente da ABRAIDI, Sérgio Rocha, abriu a reunião reforçando que a Associação tem envidado todos os esforços para combater as distorções de mercado, as quais têm asfixiado as empresas do setor. Sérgio Rocha reforçou o posicionamento publicado pela entidade com ampla repercussão na imprensa.
O gerente executivo, Davi Uemoto, falou sobre o cenário de internalização do Convênio ICMS 01/99 no estado. Segundo ele, a legislação fluminense demanda que o Convênio seja aprovado por meio de lei; nesse sentido, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro precisa votar o projeto de lei 4864/2025, que trata da questão. “O PL foi discutido no dia 13 de março em plenário, contudo a votação não foi concluída no dia e ainda não foi pautada novamente”, explicou Davi Uemoto.
O gerente executivo também comentou sobre as ações relacionadas à retenção de faturamento, problema que atinge praticamente todas as empresas do setor. “A retenção de faturamento é um grande mosaico, composto por várias peças, que demonstram que não se pode reduzir o tema à uma mera questão comercial. Além do problema financeiro gerado, a retenção tem implicações tributárias, regulatórias e contábeis/fiscais”, detalhou Davi Uemoto sobre o tema.
A questão financeira foi abordada pelo patrocinador do encontro, Grupo Health Mercantil, que conecta as empresas da saúde ao mercado financeiro. O CEO do Grupo, Adriano Bragança, comentou que viveu na pele os desafios enfrentados pelos fornecedores, pois liderou por muitos anos uma empresa do setor. Ele comentou sobre os desafios: “prazos longos para pagamento, imprevisibilidade no fluxo de caixa, atrasos nas obrigações financeiras, dificuldade de expansão de operações, perda de market share”, listou como exemplos.
Adriano Bragança apresentou as principais soluções financeiras criadas pelo Health Mercantil e comentou que se trata de um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios – FIDC, regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O diretor do Grupo, Marcelo Bragança, apresentou uma análise de impacto entre os custos e efeitos de não antecipar com um comparativo dos encargos por atraso versus custo da antecipação.
Os representantes da ABRAIDI ouviram as demandas das empresas associadas e o presidente Sérgio Rocha finalizou a reunião abordando a questão do Ajuste Sinief n.02/2024 e a importância das empresas se prepararem para a transição da Reforma Tributária.
O próximo “Liderança em Ação” será́ no interior de São Paulo em data que será agendada nas próximas semanas.



