Associados do Estado de São Paulo da ABRAIDI reclamam de retenções de faturamento que passam dos seis meses praticadas por hospitais

Associados do Estado de São Paulo da ABRAIDI reclamam de retenções de faturamento que passam dos seis meses praticadas por hospitais

Associados do Estado de São Paulo da ABRAIDI reclamam de retenções de faturamento que passam dos seis meses praticadas por hospitais
  • Outro problema apontado foi a elevação no ICMS, pelo Governo do Estado, de 0% para 18%. O aumento tributário, no começo do ano, já provoca demissões em 69% das empresas

  • A ABRAIDI realizou, em 10 de agosto, reunião com associados do Estado de São Paulo que apontaram sérios problemas relacionados com a determinação de hospitais e planos de saúde em postergar os pagamentos de produtos fornecidos, como cateteres, marcapassos, próteses, EPIs, entre tantos outros. Os associados relataram que as retenções de faturamento se agravaram durante a pandemia e já passam dos seis meses, ou seja, hospitais e operadoras somente pagam os produtos utilizados em procedimentos médicos mais de 180 dias depois deles terem sido realizados.

  • O presidente da ABRAIDI, Sérgio Rocha, lembrou que antes da Covid-19, a Associação já havia feito denúncias sobre o assunto na Comissão de Valores Mobiliários – CVM, para quem retém faturamento e possui capital aberto com ações na bolsa, e na Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS. “Estamos estudando novas alternativas jurídicas e políticas de encaminhar o tema”, acrescentou o diretor-executivo Bruno Bezerra.

    Sérgio Rocha abordou que os problemas crônicos do setor em relação às retenções são somados às glosas injustificadas e à inadimplência. O presidente da ABRAIDI destacou que o coronavírus amplificou essas distorções, que são históricas, e vem sendo monitoradas pela Associação desde 2017. Em pesquisa realizada durante o encontro, 73% dos associados revelaram que a retenção de faturamento aumentou em até 50% nos últimos meses. Para 12% cresceu mais de 50% e para 15% permaneceu igual.

    Outro problema apontado pelos associados do Estado de São Paulo foi a necessidade de realizar demissões por conta do aumento de impostos praticado pelo Governo Dória. Para 69%, o fechamento de postos de trabalho foi necessário, já que hospitais e planos de saúde não aceitaram novos valores e o repasse da alíquota de 18% no ICMS pelo Governo do Estado desde o começo do ano.

    Bruno Bezerra lembrou que a ABRAIDI faz parte do grupo de associações “Movimento Unidos pela Saúde” que reivindica a redução de alíquota de ICMS nas vendas para o setor privado. “Só a saúde pagou a conta toda, sendo onerada em 100%, enquanto outros setores tiveram corte de benefícios de 20%. A saúde deveria permanecer isenta, como sempre foi e estamos lutando pelo menos por uma redução, já que o Governo tem sido intransigível em relação à alíquota zero”, completou. “Existe uma fúria de arrecadação, que não se justifica em relação à saúde, principalmente em meio a uma pandemia”, analisou Sérgio Rocha.

    Um levantamento, também feito na reunião, constatou que o preço do frete, durante a crise sanitária, continua sendo um problema adicional. Para 89% dos associados, o custo tem sido até 30% maior. E segundo os executivos ouvidos pela ABRAIDI, as cirurgias eletivas estão retornando a passos lentos, sendo que 61% afirmaram que elas voltaram somente de forma parcial e a normalidade do setor só deverá ocorrer no ano que vem para 67% dos pesquisados.

    A ABRAIDI tem realizado as reuniões regionais para ampliar o raio-x sobre o setor, detectar as dificuldades e problemas locais. Os encontros têm o patrocínio da Diferencial Tributária e já foram promovidos com executivos do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Na próxima segunda-feira a reunião será com associados da região Sul.

Fonte: Assessoria de Imprensa DocPress

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